
Diferente do que comumente é conhecido, a fadiga não está relacionada apenas ao sono. Ela pode afetar muito mais fatores do que se imagina, comprometendo o desempenho em diferentes atividades, sejam elas mentais ou físicas.
E ela também está presente no setor de transporte, em diferentes modais, figurando entre os principais riscos nas operações, especialmente naquelas marcadas por longas jornadas, pressão por prazos e períodos prolongados de atenção contínua.
A fadiga pode ser entendida como um estado de desgaste físico ou mental que reduz a capacidade de manter atenção, concentração e desempenho ao longo da rotina.
No contexto do transporte, esse desgaste pode impactar diretamente funções essenciais para a condução, como tempo de reação, percepção de risco e tomada de decisão.
Segundo materiais relacionados à Organização Mundial da Saúde (OMS), fatores como privação de sono, longos períodos de direção e jornadas prolongadas aumentam significativamente os riscos relacionados à sonolência ao volante e aos acidentes de trânsito.
Na prática, a fadiga pode comprometer diretamente a capacidade do condutor de manter atenção contínua e reagir rapidamente diante das situações da via. Conforme o desgaste físico e mental aumenta, funções essenciais para uma condução segura começam a ser afetadas de forma gradual, muitas vezes sem que o próprio motorista perceba.
A redução do tempo de reação, lapsos de atenção e dificuldades na manutenção do foco estão entre os impactos mais associados à fadiga ao volante. Conforme o desgaste aumenta, o condutor também pode apresentar dificuldade para manter velocidade constante, interpretar situações de risco com rapidez e responder adequadamente a mudanças inesperadas no ambiente da via.
Em situações críticas, que exigem respostas rápidas e tomadas de decisão em poucos segundos, esse cenário pode aumentar significativamente a exposição ao risco. Frenagens bruscas, mudanças repentinas no fluxo do trânsito, obstáculos na pista ou aproximações excessivas são alguns exemplos em que pequenos atrasos na reação podem fazer diferença na condução.
Estudos publicados na revista científica Nature and Science of Sleep apontam que dormir menos de quatro a cinco horas nas 24 horas anteriores pode aumentar significativamente o risco de acidentes, comprometendo atenção, reflexos e tomada de decisão de forma semelhante aos efeitos do álcool na direção.
Em operações de transporte, especialmente em jornadas extensas e trajetos monótonos, esses efeitos se tornam ainda mais críticos. Longos períodos de atenção contínua, pressão por prazos e rotinas repetitivas aumentam significativamente a exposição ao risco, tornando a fadiga um dos desafios mais complexos para a segurança operacional.
Um dos principais desafios da fadiga ao volante é que, na maioria das vezes, seus sinais aparecem de forma gradual. Diferente de outras situações mais evidentes, o desgaste físico e mental pode se desenvolver ao longo da jornada sem que o próprio condutor perceba imediatamente os impactos na condução.
Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), alguns dos sinais mais comuns relacionados à sonolência e fadiga ao volante incluem bocejos frequentes, piscadas prolongadas, dificuldade em manter os olhos abertos, perda momentânea de foco, dificuldade para manter velocidade constante e até pensamentos desconexos durante a condução.
O grande desafio para a gestão está justamente no fato de que muitos desses sinais nem sempre são percebidos em tempo real. Em operações de transporte, especialmente aquelas com longas jornadas e rotinas descentralizadas, acompanhar continuamente o estado de atenção do condutor se torna uma tarefa complexa.
Por isso, identificar padrões de comportamento e entender em quais contextos esses sinais costumam aparecer passa a ser uma etapa importante para reduzir riscos e fortalecer a prevenção dentro da operação.
Em um cenário onde muitos sinais da fadiga passam despercebidos no dia a dia da operação, a tecnologia surge como uma importante aliada na identificação de comportamentos de risco e no fortalecimento da prevenção.
A videotelemetria com IA permite identificar sinais de desgaste e perda de atenção em tempo real, apoiando gestores e profissionais de segurança na prevenção de riscos antes que situações críticas aconteçam.
Por meio de inteligência artificial, em conjunto com a Torre de Controle, a Argus consegue monitorar padrões comportamentais do condutor, como piscadas prolongadas, bocejos frequentes, desvios do olhar e outros sinais associados à fadiga durante a condução.
Esses eventos são registrados automaticamente e transformados em informações estruturadas, permitindo uma atuação mais rápida, preventiva e orientada por dados dentro da operação.
Quer entender como a videotelemetria com IA pode ajudar sua operação a identificar sinais de fadiga e fortalecer a prevenção no dia a dia? Entre em contato com um especialista da Argus e conheça as soluções aplicadas à segurança e à gestão de frotas.

19 NOV
Há mais de oito anos no mercado de mineração, fortalecemos nossa missão de levar inovação e segurança ao setor. Para a Panorama Mineração do Brasil, Rafael Dezen, nosso Gerente Comercial, contou como nossos visitantes vivenciaram nossas soluções de forma interativa.